domingo, 10 de março de 2013

A CONSCIÊNCIA DO INFERNO



 

Morreu o rico e foi sepultado.


“No inferno, estando em tormentos, levantou os olhos e viu ao longe a Abraão e Lázaro no seu seio.”


Aqui começa o tormento eterno do homem que, na Terra, gozava esplendidamente sua fortuna. Tinha o mundo a seus pés; serviçais para tudo, até para limpar-lhe o traseiro.


Logo após a morte bater à sua porta, ele encontrava-se num lugar de tormentos e desespero geral. Algo jamais visto aos olhos humanos. Gritos incessantes de dor e horror das almas ao seu redor faziam o ambiente ainda pior. Era o inferno.


Bilhões de almas, todas perfeitamente conscientes do que estavam passando. Mas ninguém, nem mesmo uma só alma sequer, para aliviar o tormento do outro.


“Então, clamando, disse: Pai Abraão, tem misericórdia de mim! E manda a Lázaro que molhe em água a ponta do dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nesta chama.” Lucas 16.23,24.


Por alguma razão, o rico pôde ver e reconhecer apenas Abraão e Lázaro. Também pôde comunicar-se e até suplicar ajuda. Por conta da história de Abraão, de fé e proximidade com Deus, o rico pensou que poderia lograr algum tipo de ajuda.


Mas não. Nem Abraão nem mesmo o Próprio Deus poderiam reverter aquela situação, muito menos ajudá-lo com um mínimo, tal como molhar o dedo em água e refrescar sua língua.


Enquanto na Terra, seu coração era soberbo e as atitudes arrogantes, nos tormentos do inferno, de nada lhe servia a humildade.


Estava irremediavelmente perdido.

Fonte:http://www.bispomacedo.com.br/2012/10/27/a-consciencia-do-inferno/#more-16540

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