A CONSCIÊNCIA DO INFERNO
Morreu o rico e foi sepultado.
“No inferno, estando em tormentos, levantou os olhos e viu
ao longe a Abraão e Lázaro no seu seio.”
Aqui começa o tormento eterno do homem que, na Terra, gozava
esplendidamente sua fortuna. Tinha o mundo a seus pés; serviçais para tudo, até
para limpar-lhe o traseiro.
Logo após a morte bater à sua porta, ele encontrava-se num
lugar de tormentos e desespero geral. Algo jamais visto aos olhos humanos.
Gritos incessantes de dor e horror das almas ao seu redor faziam o ambiente ainda
pior. Era o inferno.
Bilhões de almas, todas perfeitamente conscientes do que
estavam passando. Mas ninguém, nem mesmo uma só alma sequer, para aliviar o
tormento do outro.
“Então, clamando, disse: Pai Abraão, tem misericórdia de
mim! E manda a Lázaro que molhe em água a ponta do dedo e me refresque a
língua, porque estou atormentado nesta chama.” Lucas 16.23,24.
Por alguma razão, o rico pôde ver e reconhecer apenas Abraão
e Lázaro. Também pôde comunicar-se e até suplicar ajuda. Por conta da história
de Abraão, de fé e proximidade com Deus, o rico pensou que poderia lograr algum
tipo de ajuda.
Mas não. Nem Abraão nem mesmo o Próprio Deus poderiam
reverter aquela situação, muito menos ajudá-lo com um mínimo, tal como molhar o
dedo em água e refrescar sua língua.
Enquanto na Terra, seu coração era soberbo e as atitudes
arrogantes, nos tormentos do inferno, de nada lhe servia a humildade.
Estava irremediavelmente perdido.
Fonte:http://www.bispomacedo.com.br/2012/10/27/a-consciencia-do-inferno/#more-16540
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