
Todo este capítulo se dá ao redor de uma mesa de jantar, com
Jesus e os doze discípulos. Jesus sabia que “era chegada Sua hora”, portanto
quis passar Seus últimos momentos bem perto de Seus discípulos para lhes deixar
lições preciosas. João ressalta que o Senhor “amou-os até o fim”.
Se tão somente os casais captassem e praticassem esse tipo
de amor, o amor que ama até o fim… Não divorciariam. Não se digladiariam nem
rasgariam os corações de seus parceiros nem os de seus filhos com atitudes
egoístas.
Amar até o fim. Que conceito estranho para muita gente. A
maioria ama com limites. Ama até o dinheiro acabar, enquanto a “química” rolar,
ou até aparecer outra pessoa mais interessante.
Olhemos também para os tipos de pessoas que Jesus amou até o
fim. Um que O traiu e vendeu por trinta moedas. Outro que negou três vezes que
O conhecia. Outro que duvidou da ressurreição d’Ele. Outros que brigavam entre
si pelo título de mais importante. Homens que às vezes O irritavam a ponto de
Ele desabafar, dizendo: “Até quando aguentarei vocês?”
Apesar de tudo isso, Ele os amou até o fim. E lhes deu uma
lição inesquecível desse tipo de amor, lavando-lhes os pés. “Eu lhes dou este
novo mandamento: Amem uns aos outros. Assim como Eu os amei, amem também uns
aos outros.”
Esse tipo de amor não tem nada a ver com sentimentalismo,
com boas maneiras recheadas de hipocrisia, nem com palavras doces com a
intenção de impressionar. O amor que Jesus espera de nós aqui é o amor marcado
por servir à outra pessoa, considerá-la maior que nós mesmos, mesmo que não
seja.
Honestamente, quantas vezes falhamos em praticar esse amor?
Quantas vezes queremos fazer qualquer coisa menos servir aquela pessoa chata,
mesquinha, que nos irrita como uma pedra no sapato? Quantas vezes nos
consideramos maiores e mais importantes que os outros?
Jesus não apenas nos dá esse novo mandamento, como também
afirma que a prática dele é o sinal de que realmente somos Seus discípulos.
Impossível de cumprir?
Somente quem já conheceu e recebeu o amor de Deus
pessoalmente pode oferecer esse tipo de amor para a esposa, o marido, amigos e
inimigos. Como não dar um pouco para quem não merece, se eu sem merecer recebi
tanto?
Fonte: Blog do bispo Renato Cardoso
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