quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Especialistas em combater o mal

Bispo Guaracy Santos e esposa falam sobre a incessante batalha para resgatar vidas

Ele é referência em assuntos espirituais, pois carrega um passado pesado e conturbado, mas que foi fundamental para escrever uma história de fé e superação admirável. Se por trás de todo grande homem existe uma grande mulher, no caso do bispo Guaracy Santos, existe a Thaís Helena Santos.
Os dois estão casados há 23 anos graças à ajudinha de um bispo conhecido. Quer saber quem é esse bispo? Confira a íntegra da entrevista exclusiva com o casal.
Como vocês chegaram à Universal?
Ele: Desde criança queria ser atleta. Consegui chegar a um grande clube do Rio de Janeiro, mas me viciei em maconha e cocaína, por isso fui cortado da equipe. Joguei fora esse sonho e fiquei com muita mágoa no coração, entrei de cabeça nas drogas. Cheguei à Universal sem nada, acompanhado da minha mãe, em 1987, antes de ter feito uma maldade contra a Universal. Eu tinha ido a uma festa junina em frente a igreja e ganhei algumas garrafas. Brinquei de tiro ao alvo com elas acertando as letras do nome de Jesus. Dormi na pregação do Bispo Macedo. Mas com quatro meses lá me batizei nas águas, foi uma luta grande pela minha alma, entre as forças do mal e Deus.
Ela: Minha mãe não tinha o costume de sair sozinha desde que ficou viúva, e ela pedia para eu buscá-la na igreja que frequentava. Eu nem sabia que era a Universal. Chegando lá, descobria que ela havia me enganado, pois o horário que ela marcava comigo era o inicio da reunião e não o final. Mas aí comecei a frequentar, me interessei, porque vi Deus se manifestando na vida de pessoas próximas a mim, isso foi entre 1986 e 1987.
E como vocês se conheceram?
Ela: Eu tinha um namorado que era tudo para mim. Pensei até em suicídio quando terminamos. Mas fui fazendo as correntes para me libertar e tive o prazer de conhecer Deus. Então comecei a perceber o Guaracy, ele não era pastor ainda. Eu estava saindo da igreja e ele chegando, foi a primeira vez que nos vimos e senti algo diferente. Mas em seguida soube que ele era noivo, então não criei esperanças. Mas via ele sempre sozinho e estranhei a falta de companheirismo daquele noivado. Continuei minha vida, eu era obreira e ele sempre próximo. Nas reuniões ficávamos sempre perto um do outro. Um dia, ele rompeu o noivado, mas ainda não ficamos juntos. Primeiro, fomos levantados a obreiros, e só então começamos a namorar. Contamos com a ajuda de um cupido muito bom, o bispo Clodomir Santos, na época pastor. Nos casamos em 1990.
O que um mais gosta no outro?
Ele: Ela é uma mulher focada. Não faz nada pela metade e é muito dedicada, batalha até o fim pelo o que quer. Fisicamente, gosto dos pés dela, são muito delicados (risos).
Ela: A personalidade forte, mas por dentro é um homem muito carinhoso e doce. Fisicamente, gosto da boca dele, é pequena.
E como foi a chegada do Matheus na vida de vocês?
Ela: Estávamos casados há 8 anos. Soubemos dele numa segunda-feira e na quarta ele já estava em nossos braços. Nós optamos por não ter filhos quando nos casamos, mas me ligaram dizendo que havia um recém-nascido abandonado que era muito parecido comigo. Fomos lá conhecê-lo e nos apaixonamos por ele. O Guaracy foi comprar todo o enxoval, porque ele não tinha nada. Eu não engravidei dele, por isso não me preparei para ser mãe. Na primeira semana o derrubei no chão (risos), mas depois nos adaptamos bem. Ser mãe é assumir um desafio nos dias de hoje.
O senhor tem um passado um pouco conturbado. Como foi sua infância?
Ele: Meus pais frequentavam terreiros e eram filhos de pai de santo. Meu pai tinha uma sensibilidade maior para espíritos da natureza, por isso eu e minha irmã Yara temos nomes indígenas. Quando eu tinha 4 anos eles se separaram e eu sofri por ter passado muito tempo sozinho. Minha mãe passou a nos sustentar e ficava o dia inteiro fora. Quando ela voltava, diziam a ela que eu e minha irmã Yara havíamos aprontado e a gente apanhava muito. Quatro anos depois disso, minha mãe começou a namorar meu padrasto e juntos tiveram dois filhos. Mas continuavam a servir encostos e eu me revoltei contra isso, foi uma batalha dura contra minha alma, mas no final o Deus vivo venceu.
O senhor é hoje um dos expoentes do trabalho da Universal. Imaginou que chegaria tão longe um dia?
Ele: Quando a pessoa recebe o Espírito Santo sabe que vai ter um ministério abrangente. Quando fui consagrado a obreiro aquilo para mim já era o máximo.
Ela: Todo mundo que nasce de Deus tem apetite por almas, porque é isso que Deus quer também. Se temos o mesmo DNA dEle, é uma questão hereditária. Não importa se é obreiro, pastor, bispo ou esposa de líder espiritual, perante Deus somos iguais independentemente da posição.
Quais são as atividades de lazer que vocês mais gostam?
Ele: Gostamos de ir à praia, de atividades a céu aberto. Mas quando estou na selva de pedras, vamos jogar boliche. Também gosto de uma boa comida, sou bom garfo.
Qual é a passagem bíblica que o senhor acha que mais combina com a Universal?
Ele: “Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja e as portas do inferno não prevalecerão sobre ela.” Porque a Universal vive, a despeito de todas as perseguições que existem contra ela.
Existem muitas pessoas que se "trancam" na igreja e não querem saber de assuntos de fora dela, se descuidam da aparência, por exemplo. O que vocês acham disso?
Ele: Esses são os bitolados, e essa não é a visão da Universal, isso não é ser de Deus. Se existe alguém apaixonado pelo novo é Deus. Ele abomina as coisas velhas. Por isso, a pessoa tem que se cuidar mesmo, se vestir adequadamente sem roupas velhas, morar em uma casa bonita. Vi muitas pessoas em outras igrejas que me assustavam. Que Deus é esse que faz as pessoas ficarem largadas e feias? Sua aparência é seu testemunho.
Ela: O ser humano tem que evoluir, estudar, aprender idiomas. Por experiência própria, já rodamos tantos países e sem comunicação é mais difícil. É importante estudar, um mundo globalizado exige isso. Além disso, nosso corpo é nosso templo, precisamos cuidar dele.
Perfil do casal:
Time de futebol
Ele: Claro que Vasco
Ela: Flamengo
Filme
Ele: "A Lista de Schindler"
Ela: "O Guarda Costas"
Saudades
Ele: Da minha mãe
Ela: Dos amigos com os quais já trabalhamos
Comida
Ele: Penne com lascas de salmão grelhado e flambado
Ela: Amo bacalhau com nata
Momento marcante
Ele: Nosso casamento
Ela: A chegada do Matheus
Destino turístico
Ele: Qualquer praia do Nordeste, em especial Natal, as dunas de Genipabu
Ela: Malibu, na Califórnia, Estados Unidos
Fonte: 

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