Aos 15 anos decidi assumir minha homossexualidade, causando revolta por parte de alguns membros da família, mas também elogio de outros que entenderam minha escolha. Sempre deixava claro: “Nasci assim, morrerei assim”. Entendia que era o melhor para mim e aprendi a me acostumar com aquela situação. Com o tempo, fui me envolvendo mais, fazendo planos e criando sonhos. Namorei, curti, aprontei e me envolvi até com homens casados. Era incrível como eles me desejavam muito mais do que suas esposas. Estavam cansados da mesmice e se aventuravam comigo querendo “algo diferente”.
Em épocas de carnaval, alugávamos casas de praia a fim de aproveitar a temporada da melhor forma possível. Ali acontecia de tudo: drogas, bebidas, orgias, enfim, tudo que eu imaginava ser o melhor para mim, porém, toda essa ilusão foi tendo o seu preço. Tentava me enganar, mas não conseguia. Mesmo vivendo essa fantasia, era totalmente depressivo, angustiado, tinha nojo de mim mesmo e desejo de suicídio. Sorria por um momento, mas chorava o dia inteiro por dentro. Fui humilhado, rejeitado pela família e amigos, me sentia só e sempre vazio.
Buscava uma felicidade que parecia nunca existir, até que uma obreira decidiu visitar minha casa a convite de minha mãe. Depois de muita insistência, resolvi ir à igreja com meu ex-companheiro, com quem vivi por quase 2 anos. Com o tempo fui abrindo meus olhos e larguei meu relacionamento, assumindo verdadeiramente o Senhor Jesus. Fui me libertando nas correntes da Universal, buscando dia após dia meu encontro com Deus. O engraçado é que fui mais criticado por frequentar a igreja do que pelo meu passado.
Hoje me garanto como homem, e homem de Deus. Sou um empresário bem-sucedido em minha cidade, e como obreiro dedico grande parte de minha vida a ajudar os que precisam.
Veja como eu sou agora...



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